
Rosi
Minha Vaidade
Meu nome me enaltece
Por isso me chamo Rosa
Os meus espinhos
Não estragaram minha beleza
Mas fere aqueles que tenta tirar
Minha cor acinzentada.
Sinto-me a pele enrugar
E minha vaidade
Revela outro ser que há em mim
Um ser enganador do tempo
Mostro outra face
Aquela que os outros não vêem
Porque suas próprias vaidades
São o embuste de si mesmo
Quando meus espinhos
Surgem em minha carne
Uso-os para ferir minha própria alma
Então cheia de dor
Volto para minha verdade
Aquela que escondi de mim mesma
Eu não quero ser pequena,
Agora despida da vaidade
Tiro a minha máscara
E mostro meu coração
Evandro
Vaidade
Vaidade, vazio… –
A vida por um fio
De ouro, dada ao luxo.
A exuberância fria
A recobrir sofrimentos, traumas e lamentos,
Sustos,
Quer ser coisa de astutos.
Mas asnos sem sentido certo,
Sem destino aberto,
Buscam assim o sem-fim onde não há mais nada.
Ao cerrar-se a imagem,
Esgotado o fingimento oco,
A ruir a parede lavada,
Resta fria a camuflagem
E apodrece o reboco!



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