Você
Você que vive em minha testa.
Doida, hílare.
Prolixa…
Que tem o encanto da existência nos olhos.
Graúdos, rotundos.
Jabuticabas…
Que tomou para si meu cerne.
Anfibológico, ultrajado.
Execrado…
Para quem eu faço esta epopéia.
Pueril, arrastada.
Franqueada…
Que me deixou globalmente taciturno.
Indigente, largado.
Sem palavras…
Meditação
(…)
…
- Fala…
…
- Fala…!
…
- Fala!…
…
- O que você quer?
- Isso! Fala!
- O que você quer?!
- Sim! Fala!!
- ??!
- Fala… por favor… o que é que eu quero???
…
- Fala…
- Queres ver.
- ver?
- sim. nao ves. quando ves, nao entendes. quando entendes, nao acreditas. no que fazes bem, pois nao entendes mesmo, e nao ves mesmo.
- então nao posso ver?
- podes, sabes disso.
- Fala!! Como??
- Sabeis. Buscas confirmação, apenas. compreendo-te.
- Então… diga…
- Toma.
- Que faço com essa tigela?
- Usa.
- ??
- Usa como quiseres. como realmente quiseres. volto depois
…
(…)
- … vejo que usaste.
- …
- Então?
- Algo ainda pesa… era leve… mas agora esmaga-me.
- Precisa ainda usar a tigela.
- …?
- E agora, que tal?
- …
- O quê? Choras mais? Vomitas mais um pouco? Vema ca, escoro-te a cabeça.
…
- Pronto? Sabeis ja o que queres?
- Não…
Não quero mais saber…
Não quero mais…
Não quero…
Não…
…
Sem Palavras.
Teu passado e teus versos
de um poeta nato
colhido e lapidado para belezas nuas
para todas as mulheres que foram e não foram tuas.
estes foram dedicados.
Enlaço minhas dores aos teus versos, mãos e pensamentos.
Oh… meus lamentos!
sem força
sem ato
sem passos
nem vida.
Lamentos sepultados pelos encantos
aqueles colhidos em prantos
beijos e declarações
versos e cançõs
jamais por mim esquecidos.
Se outras almas os teus versos alcançaram
se outros olhos os avistaram
se desejo nestas você dispertou.
Por ti peço perdão
as outras tantas ou poucas almas atingidas
pelo encanto dos teus verços
pelas tuas mais belas palavras (eu confesso),
pelos planos e sonhos imbutidos.
Eu desejo você dislexico
sem rima, nem verso
sem prosa ou poesia
sem palavras
Triste? Não, não é uma história triste, mas estranha, de falta, como jamais havia me sucedido, e creio ser algo até muito difícil de acontecer de novo. Resumidamente, estava esperando por ela, no banho, ela que havia descido para comprar umas revistas. No hotel, a água quente sobre o corpo relaxava e me deixava preparado para o que pretendia fazer quando ela retornasse ao quarto. Cheguei a avisar que batesse à porta, que a surpreenderia; por isso, ela não havia levado chave. Meus pensamentos, as visões respectivas, tinham me excitado. Acabava de me enxugar quando ouvi batidas. Corri até a porta e sem olhar, sem qualquer precaução, a abri, completamente nu! A bandeja que a camareira trazia com um lanche por ela encomendado, sem que eu o soubesse, voou pelos ares, e a moça desmaiou. Ela bem atrás da coitada ria sem controle. E eu? Além de…, sem palavras!
hummmm…
,
,
,
,
, .
Estou sem palavras!
João Sanches: .
..
…!!?
….???!!!
…..- ( …mas a Marcia vai escrever….calafrios!!!!)
……!!! – ( ..não! Ridículo!…)
……. …………………. ( …puf!…)
…….. – ( ….uma inspiração pelo menos!!!! Uminha só!!!!!!…)
………!!!! (…um esforço…..!!!!)
……….?????????
………..- (….aarrrgh!!!!!…)
…………- ( …tenho que limpar o teclado…)
………….???? – (…não é possível!!!!)
…………..!!!!!!!!!!!!!!!!!!!-(….DESISTO!!!!…TÔ SEM PALAVRAS KARÁIU….)
Fernando
Sem pensar, mas sabendo o porque, segurou levemente a cintura da moça morena e puxou-a para os seus lábios. Aquele beijo sonhado, desejado, prometido e agora realizado poderia ser todo o sentido de uma vida. Ter uma mulher tão sonhada e perfeita como aquela, mesmo num único beijo poderia justificar muitas coisas. Quase uma vida. E aquele perfume parecia brotar de cada poro da moça morena. E ele se deu conta de que ela retribuía seus beijos e ainda por cima enroscou os braços no seu pescoço. Ela se aproximou e os corpos se colaram. Depois de alguns segundos de porta aberta na garagem, quase que de olhos fechados, ele apertou seu andar e o elevador começou a subir sem que os dois desgrudassem os lábios um instante sequer. A temperatura também subia e os dois arfavam de desejo, antevendo o que se seguiria.
Ele, deitado, semi-inconsciente pelo Nirvana alcançado viu a moça morena dirigir-se ao banheiro e esperou que ela voltasse, de olhos semicerrados.
Ao sentir mais um beijo em seus lábios entregou-se de novo, mas ela se afastou. Abriu os olhos, mesmo com medo de acordar e viu a moça morena com seu vestido branco afastando-se. Tentou levantar, mas ela jogou a calcinha branca para ele e levou as mãos as lábios pedindo silêncio. Ele sentou-se na cama e viu seu sonho saindo, sem que tivessem trocado uma palavra.
Roubet
Que poderia chorar minh’alma,
Sem que tanto já proferido tenham;
Que tocasse teu coração,
Espelho de tua alma,
Poço de minha ilusão.
Sou como tua sombra,
Seguindo teus dias;
De um olhar que me lanças,
Renovando esperanças;
Revivendo contida paixão.
Não sei mais o que sou,
Mas, ainda assim me deixa;
Tenho ainda a queixa.
De louco amor lutando,
Meu coração devastando;
Essa doce ilusão.
Roubet do Vale
agora.



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